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  • Ale Nagado

Mangá - História, evolução e influência

Uma breve trajetória dos quadrinhos japoneses que conquistaram o mundo.

Personagens da revista Shonen Jump: No topo de um mercado que conquistou o mundo.

Mangá é como são chamadas as histórias em quadrinhos japonesas ou as revistas que as publicam. Dinâmicos, envolventes e emocionantes, os mangás se tornaram o tipo de quadrinho mais lido em todo o mundo, superando os super-heróis Marvel e DC Comics, a Disney e cada nicho de mercado onde eles entraram para competir pela atenção dos leitores. Basicamente, é um tipo de história em quadrinhos que prende os leitores e tem gerado enorme sucesso.


Existem títulos para todas as idades, todos os gêneros e abordando os mais variados temas. Mangás sobre romances adolescentes, culinária, política, economia, esportes, música, super-heróis, piratas, ninjas, mafiosos... qualquer assunto ou tema pode render um bom mangá. Muito antes de se referir a histórias em quadrinhos, a palavra mangá evocava desenhos de humor.

A Grande Onda de Kanagawa, de Hokusai.

O termo “mangá” significa originalmente “desenhos irresponsáveis” e foi popularizado pelo artista de xilogravuras e desenhista de cartuns humorísticos Hokusai Katsushika (1760~1849). É dele a famosa série de xilogravuras conhecida como “A Grande Onda de Kanagawa”, um dos símbolos das artes gráficas japonesas. Sua série de ilustrações conhecida como Hokusai Manga (1814) se tornaria referência do humor gráfico japonês, sendo celebrado por gerações.

A arte de Hokusai.

Na época de Hokusai, o mangá era usado para definir caricaturas (retratos humorísticos e de traços exagerados), cartuns (desenhos de humor atemporal) e charges (críticas de teor social ou político) e a tradição japonesa de humor abraçava o exagero e o grotesco. É importante destacar que Hokusai definiu aquela expressão artística, cunhou um termo que entrou para a cultura popular, mas não iniciou propriamente o desenho cômico japonês, que é muito anterior à sua obra. Vamos analisar um pouco esses antecedentes.


PRECURSORES DO DESENHO DE MANGÁ


O mais antigo registro de arte figurativa cômica produzida no Japão, no caso uma série de caricaturas de pessoas desconhecidas, foi descoberto em 1935, datando provavelmente do final do século VII. Levaria séculos até que houvesse uma produção digna de nota e que se tornaria representativa do desenho estilizado japonês. No século VIII, já existiam pergaminhos ilustrados, e o que é importante frisar, é que as artes gráficas japonesas se desenvolveram de um modo bem peculiar. Desde o começo, desenhistas japoneses buscavam a estilização com traços ágeis e caligráficos, diferente do desenho ocidental, que em geral buscava uma representação mais realista.

Chôjugiga - A arte do monge Masami Tôba.

Já no século XII, o sacerdote Masami Tôba (1053~1140) ficou famoso por sua obra Chôju-jinbutsu-giga, ou apenas Chôjugiga (“Rolos de animais”), no qual extensas folhas mostravam confusões vividas por animais de comportamento humanizado. Sem uso de quadrinhos, em alguns casos as ações possuíam uma progressão que era sugerida conforme os rolos eram abertos. Eram os primeiros ensaios de arte sequencial no Japão e muitos outros rolos de ilustrações mostrando situações e sequências foram produzidos


Tôba não se restringia a temas morais ou religiosos, sendo grande sua produção de temas mundanos, com um humor bastante escrachado, como os cartuns que mostravam uma “guerra de peidos”.


Entre o final do século XVI e começo do século XVII, o senhor feudal, escritor e espadachim Yagyu Munenori (1571~1646) utilizaria desenhos sequenciados que serviam de apostila para orientações sobre técnicas com espada. Com traços estilizados, cada etapa dos movimentos de luta eram mostrados de modo didático, antecipando em muito o uso de imagens sequenciais dentro de quadrinhos. No campo das artes marciais, se tornaria uma tradição que os mestres desenhassem figuras sequenciadas como forma de reforçar o ensinamento e os treinos dos discípulos.

O traço didático de Yagyu Munenori.

No campo mais espiritualizado, floresceram os desenhos de orientação Zen-budista, com autores como Ekaku Hakuin (1685~1768).


Por volta do século XIX, o Japão já tinha uma longa tradição de ilustrações de humor e arte figurativa, sempre baseada em estilizações a traço. Livrinhos monocromáticos com charges e cartuns, os chamados ehon, se tornaram um sucesso no Período Edo (1603~1868), formando as primeiras gerações a consumir arte popular.


ABSORVENDO INFLUÊNCIAS PARA CRIAR ALGO NOVO


O intenso contato com o ocidente a partir de 1853 – com a chegada da frota americana do Comodoro Perry - provocou profundas transformações na forma como os japoneses viam a arte gráfica humorística. Os cartunistas Charles Wirgman (1835~1891) e George Bigot (1860~1927) levaram ao Japão grandes influências da imprensa europeia. Wirgman fundou a revista The Japan Punch, que trouxe uma visão muito mais politizada para os chargistas japoneses, ampliando também o uso de técnicas de ilustração e reprodução.


Bigot fundou em 1887 a publicação Tôbaé, aludindo ao trabalho do sacerdote Tôba. Mostrando tanto respeito pela tradição japonesa quanto mostrando um novo leque de possibilidades técnicas e criativas, George Bigot teve grande influência em seu tempo, mas Wirgman seria ainda mais importante, sendo referenciado como patrono dos cartunistas japoneses.

A revista Tokyo Puck.

Rakuten Kitazawa (1876~1955) se destacou na Tokyo Puck, revista que criou em 1905. Além de suas charges, ele criava tiras que traziam comentários sociais e políticos, além de muitas experiências narrativas com quadrinhos.


Em jornais e revistas, tiras americanas foram lançadas no Japão, como a clássica Jiggs and Maggie (no Brasil, Pafúncio e Marocas) ou Betty Boop, mas sem conseguir competir com as tiras locais em termos de popularidade. Leitores no Japão queriam se identificar com os personagens, e os editores perceberam esse potencial local desde o princípio (o que não aconteceu tanto no Brasil), levando-os a incentivar os artistas locais. Como nos EUA, álbuns compilando as tiras de jornais foram abrindo caminho para o que seriam as revistas somente de quadrinhos.

Speed Tarô, de Sakô Shishido

Em 1930, Speed Tarô, de Sakô Shishido (1888~1969), trazia um garoto aventureiro em histórias mirabolantes e com uma narrativa arrojada. Sequências sem diálogos, que envolviam o leitor em cenas de ação intensas e cheias de perigos, cativaram gerações de leitores do Yomiuri Sunday Manga. Os quadrinhos japoneses começavam a ganhar uma dinâmica e expressividade próprias.

Edição de Fuku-Chan para soldados americanos.

Ryuichi Yokoyama (1909~2001) se tornou célebre com sua tira Fuku-chan, publicada regularmente no jornal Asahi Shinbum entre 1936 e 1971. Em 1946, uma compilação de tiras foi editada em inglês para as forças de ocupação americanas que se instalaram no Japão derrotado na guerra. O objetivo era mostrar de modo caloroso que as crianças japonesas não eram diferentes de crianças de outras partes do mundo. Personagem bastante representativo de uma época ingênua, Fuku-chan chegou a ter versão animê entre 1982 e 84, pelo estúdio Shin-ei Animation.


O período que precedeu e acompanhou a Segunda Guerra Mundial (1939~1945) viu uma forte perseguição aos artistas de postura anti-militarista e críticos ao governo imperial, tendo permissão para publicação somente material que fosse de propaganda de guerra, ou que incentivasse valores morais, cívicos e familiares japoneses.

Norakuro: Convocado para a propaganda de guerra.

Como parte dos esforços da propaganda motivacional da guerra, Norakuro, de Suihô Tagawa (1899~1989), estrelou histórias como membro do exército. O personagem foi publicado na Shonen Club (Ed. Kodansha) entre 1931 e 1981, acompanhando períodos de guerra, dificuldades, grandes transformações e depois prosperidade, sempre com um olhar otimista. Muitos outros autores se adaptaram, mas outros se tornaram artistas clandestinos, suspenderam atividades ou foram presos.

Representação de um artista de kami-shibai. Em seu painel, Ogon Batto, o Fantomas.

DIFICULDADES FORJANDO UMA NOVA GERAÇÃO


O pós-guerra viu uma geração de crianças e adolescentes (muitos deles órfãos) ávidos por um pouco de entretenimento. Como diversão barata, já que teatros e cinemas foram quase todos destruídos e não eram prioridade na reconstrução, o mangá cresceu bastante. Editoras pequenas se espalharam, artistas copiavam trabalhos uns dos outros, impressos de má-qualidade e baratos se espalharam. Cooperativas de leitura criaram bibliotecas de quadrinhos e toda uma geração criou o hábito de ler revistas. O mercado foi se sofisticando e ganhando segmentação por sexo e idade.


Em paralelo, floresceu também o kami-shibai, uma hoje quase esquecida forma de contação de histórias. Consistia em artistas ambulantes que reuniam grupos de crianças para contar uma história. Ele mostrava um painel que havia desenhado e ia contando uma história conforme ia trocando os painéis.


Pelo menos um grande personagem surgiu do kami-shibai. Era o Ogon Batto, criação de Takeo Nagamatsu (1912~1961) e Ichiro Suzuki, que sairia de cena logo no começo e sobre quem não se soube mais o paradeiro. O personagem foi adaptado para mangá, teve filmes para cinema (em 1950 e 1966) e estrelou uma famosa série em animê em 1967, lançada no Brasil como Fantomas – O Guerreiro da Justiça.

Osamu Tezuka (ao centro) rodeado por seus mais famosos personagens.

A ASCENSÃO DE OSAMU TEZUKA


Em meio ao nascente mercado de mangá, despontou o talento de Osamu Tezuka (1928~1988), que lançou ainda em 1947 o título Shin Takarajima – A Nova Ilha do Tesouro, baseado em história de Shichima Sakai (1905~1969). Outros títulos foram sendo produzidos, incluindo uma adaptação do Pinóquio calcada na versão Disney. Influenciado pelo modo como os animadores da Disney desenharam os olhos dos animais em Bambi (1942), e fascinado pela obra de autores como Sakô Shishido, Tezuka codificou muitos padrões estéticos e narrativos com seu toque pessoal.


Explorando diversos gêneros de histórias e com uma produção intensa, com séries simultâneas para diferentes revistas, Tezuka mudou paradigmas, fortaleceu cada segmento onde atuou e se tornou a maior referência para o moderno mangá que floresceu no pós-guerra, em especial nas décadas de 1950 e 60. Conhecidos no mangá e também por suas adaptações para TV e cinema, títulos como A Princesa e o Cavaleiro (Ribbon no Kishi), Kimba (Jungle Taitei), Hi no Tori, Astro Boy (Tetsuwan Atom), Black Jack, O Menino Biônico (Jetter Mars), Os Vingadores do Espaço (Magma Taishi) e Don Drácula são apenas alguns dos personagens do autor, aclamado em vida como oDeus do Mangá”.

A Princesa e o Cavaleiro, de Osamu Tezuka.

Perto dele, somente outro gênio, Shotaro Ishinomori (1938~1998), autor de Cyborg 009, Kamen Rider, Himitsu Sentai Gorenger (que daria origem ao universo de séries Super Sentai), Sabu to Ichi, Hokusai (biografia do lendário artista), Hotel e uma infinidade de obras, que lhe renderam a alcunha deRei do Mangá”.

Os personagens de Shotaro Ishinomori.

Os títulos mais populares são os mangás das demografias shonen (para garotos) e shojo (para garotas), que chegam a vender milhões de exemplares no Japão, em gibis com 300, 400 páginas e várias séries reunidas. Os títulos podem ser semanais, quinzenais ou mensais. Quase tudo em preto-e-branco, com apenas algumas páginas coloridas.


Nesse mercado, que é o maior do mundo, destaca-se a Shonen Jump, publicação semanal da editora Shueisha criada em 1968. A Jump foi o berço de muitas obras de grande repercussão que se tornaram ainda mais famosas graças às suas versões em animê, como One Piece, Naruto, Demon Slayer – Kimetsu no Yaiba, Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) e Dragon Ball.

Shonen Jump: Líder de mercado há décadas.

Outras demografias importantes são: kodomo (crianças), josei (mulheres adultas jovens) e seinen (homens adultos jovens), todas com parcela significativa de leitores no mercado editorial. Merece destaque ainda o termo gekiga (leia “guekigá”), tradução de “desenhos dramáticos”, uma modalidade criada para denominar de modo mais solene obras adultas que tivessem mais erudição e densidade. As tiragens são de dezenas ou centenas de milhares de exemplares, com alguns títulos batendo a casa dos milhões de exemplares vendidos.


Atualmente, mesmo com a intensa migração para o meio digital, é o impresso que ainda dita os padrões do mercado de quadrinhos no Japão. Além disso, o estilo mangá se tornou predominante entre novos autores em todo o mundo. Tal influência, no entanto, já era vista no Brasil muito antes do mundo descobrir e se apaixonar pelos quadrinhos japoneses.


SURGE O MANGÁ BRASILEIRO

Um mangá pode ser feito em qualquer país, em qualquer língua. No Japão o mercado é enorme e muita gente vive disso. Aqui no Brasil nunca houve um mercado bem estruturado, com exceção ao material da Turma da Mônica, o que não quer dizer que não se possa tentar, e muitos autores assim o fizeram. Nosso país tem uma tradição de desenhistas de mangá que vem desde a década de 1960.

Um começo tímido para o mangá brasileiro.

Tendo Claudio Seto (1944~2008) e Minami Keizi (1945~2009) como seus fundadores, o mangá brasileiro (ainda não reconhecido à época) começou com a publicação do Tupãzinho, em 1965. Era uma criação de Keizi, inspirado no Astro Boy de Osamu Tezuka, com arte de Keizi e Fabiano Júlio. No entanto, o personagem acabou passando por várias modificações e acabou tendo mais influências do traço dos personagens americanos da Harvey Comics, como o Gasparzinho. Um outro marco é o Álbum Encantado, com roteiro de Minami Keizi e arte de Fabiano Júlio, José Carlos Crispim, Luís Sátiro e Antonio Duarte, uma publicação de 1966 da Editora Pan Juvenil, que mudou de nome para EDREL (Editora de Livros e Revistas) quando Minami Keizi se tornou sócio.


Na época, seguiram-se outros destaques, como a revista O Ídolo Juvenil (Ed. EDREL), com trabalhos de Cláudio Seto, entre outros. Seto também produziu Ninja – O Samurai Mágico, lançado em 1968. Outro dos grandes nomes da EDREL, o versátil Paulo Fukue, também fez experimentações gráficas com influências do mangá. No campo pouco explorado do mangá brasileiro, outros trabalhos dignos de nota vieram nos anos 80.


Em 1982, o selo Bico de Pena da lendária editora Grafipar lançou uma única edição de Robô Gigante, com roteiro de Selene Tobias e arte de Watson Portela, um mix de influências variadas de animê, como Gundam, Capitão Harlock e Locke The Superman. Como história complementar, o Ultraboy de Franco de Rosa, uma homenagem ao clássico do tokusatsu, o Ultraman.

Robô Gigante, Drácula e Holy Avenger: Diferentes momentos do mangá brasileiro.

Drácula – A Sombra da Noite (Nova Sampa, 1985), de Ataíde Braz (roteiro) e Neide Harue (arte), teve algumas edições lançadas nos anos 80 e foi outro destaque nacional em estilo mangá, bem como a edição única Skorpion (ed. Veija, 1989), da mesma dupla. Ambos os trabalhos receberam republicação com destaque e tratamento gráfico caprichado.


Mesmo com excelentes produções, um “mangá brasileiro” só começou a ser reconhecido como tal nos anos 90, notadamente com o sucesso de Holy Avenger, de Marcelo Cassaro (roteiro) e Erica Awano (desenhos), que estreou em 1999 pela Editora Trama.


Também merecem destaque autores como Arthur Garcia, Denise Akemi, Rodrigo de Goes (1967~2018), Erica Horita, Studio Seasons, Futago Studio e, mais recentemente, Gustavo Borges, Perobense, Kaji Pato, Riojin, Valu Vasconcelos, Jefferson Ferreira e muitos outros. Independente do mercado e da situação econômica, o mangá feito por autores brasileiros sobrevive e se expande, com muito trabalho e empreendedorismo. Cenário semelhante de produção local inspirada em mangá aconteceu nos EUA, França, Itália, Coréia do Sul e vários outros países. Mas nada se compara à presença massiva que os mangás originais conquistaram pelo mundo, incluindo no Brasil.


MANGÁS ORIGINAIS NO BRASIL

Lobo Solitário, criação imortal de Kazuo Koike (roteiro) e Goseki Kojima (arte).

Mangás originais propriamente ditos começaram a sair oficialmente no Brasil em 1988, com o lançamento, pela Editora Cedibra, de Lobo Solitário (Kozure Okami), de Kazuo Koike (1936~2019) e Goseki Kojima (1928~2000), um autêntico gekiga. O lançamento no Brasil aconteceu pouco tempo após a estreia do título nos EUA, por insistência do renomado autor de quadrinhos Frank Miller.


Outras iniciativas se seguiram, mas a modalidade não fisgou o grande público, apesar do sucesso na crítica especializada. Akira (de Katsuhiro Otomo), Crying Freeman (de Kazuo Koike e Ryoichi Ikegami) e alguns poucos títulos foram tentados, mas faltava algo de apelo mais infanto-juvenil, a fim de atingir o grande público.


Em 2000, nova e bem-sucedida tentativa aconteceu, com mangás pela primeira vez sendo lançados no Brasil com a ordem de leitura no sentido original, e não com imagens invertidas e reorganizadas, como era feito antes. A Editora Conrad veio com Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya), de Masami Kurumada e Dragon Ball, de Akira Toriyama, amparados pelo enorme sucesso de suas versões em animê. A série de TV de Cavaleiros do Zodíaco, vale dizer, mudou completamente o panorama das produções japonesas no Brasil quando estreou em 1994 na extinta TV Manchete, influenciando o mercado de TV, de licenciamentos e editorial.


Pouco depois da estreia dos mangás de CDZ e Dragon Ball, em 2001, a Editora JBC veio com Samurai X (Rurouni Kenshin, de Nobuhiro Watsuki), Video Girl Ai (de Masakazu Katsura), Guerreiras Mágicas de Rayearth (Mahô Kishi Rayearth) e Sakura Cardcaptor (Card Captor Sakura), ambas do estúdio CLAMP.

Títulos da JBC, uma das principais editoras do país a publicar mangá.

De lá para cá, outras editoras, como a mainstream Panini (que publica os blockbusters One PIece, Demon Slayer, Ataque dos Titãs e Naruto) e a alternativa NewPOP (com Kamen Rider, Yamato - Patrulha Estelar, Devilman e outros) foram entrando e, mesmo com as oscilações de mercado e eventuais crises econômicas no país, pode-se afirmar que o mercado de mangá conseguiu se firmar, sendo a principal forma de história em quadrinhos em publicação no país.


No Brasil, após algumas experimentações, a publicação de mangás tem seguido o formato tankobon, que são as compilações de séries específicas, com espaço para edições de luxo para colecionadores exigentes.


Com um início tímido através de desenhistas oriundos da colônia japonesa até se tornar a maior força no mercado de quadrinhos no Brasil, o mangá atravessa o século XXI como a mais popular forma de quadrinhos do mundo. Uma trajetória marcada por muita criatividade, experimentações e trabalho intenso.


O maior mercado de quadrinhos do mundo conquistou milhões de fãs, que descobriram algo que os japoneses sempre souberam: Que é possível contar histórias em quadrinhos interessantes sobre qualquer assunto, desde que isso seja feito de forma a envolver o leitor na ação, criando identificação e uma experiência única de leitura imersiva.

Alexandre Nagado


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