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SHURATO

há 9 horas
7 min de leitura

Relembre as aventuras do Rei Shura, em mais uma postagem de referência. Inclui ficha de produção, elenco original e um extra musical!

Shurato e Gai.
Shurato e Gai.

Por Bruno César [*]


🚫 Sem IA - O Blog Sushi POP não utiliza textos feitos com ajuda de Inteligência Artificial.

Em abril de 1989, dois grandes amigos de infância, Shurato Hidaka e Gai Kuroki, participavam do Campeonato Júnior de Artes Marciais, em Tóquio, Japão. Ambos sempre foram apaixonados por artes marciais e chegaram a decisão da competição. Ao se apresentarem diante do público na arena, nota-se que os dois tinham personalidades distintas, já que Shurato era impulsivo e alegre, enquanto Gai era mais sério e fazia sucesso com as garotas.


Antes da luta, Shurato lembra que já venceu Gai em cento e trinta e oito ocasiões, enquanto Gai o venceu em cento e trinta e nove, provando a equivalência de suas habilidades. O narrador da competição ainda lembra que os finalistas sempre estudaram na mesma classe, desde o primeiro ano escolar. O combate se inicia de forma intensa, com Shurato atacando sem parar.

Shurato e seu Shakti.
Shurato e seu Shakti.

Gai se recorda que tal característica acompanha o amigo desde a infância, quando ainda aprendiam a lutar com seu mestre. Em contrapartida, Shurato questiona como Gai consegue lutar sempre tão calmo, lembrando de uma ocasião em que a frieza do amigo o ajudou a capturar um ladrão que fugia em uma moto.

 

O combate segue frenético, com Shurato mostrando alguns de seus golpes, chamados como Cobra, Macaco, Louva-a-deus, Urso, Tigre e Falcão. Até que, de repente, surge uma forte luz no meio do ringue, fazendo Shurato e Gai desaparecerem na frente de todos.


Em meio ao clarão, ambos veem uma misteriosa mulher declamando um mantra. Essa era a deusa Vishnu que os havia transmigrado para o Mundo Celestial.

 

Da esquerda para a direita: Leiga (com Mii na cabeça),  Rakesh, Shurato, Ryuma, Hyoga, Vishnu, Lengue, Gai, Indra, Kenya e Dan.
Da esquerda para a direita: Leiga (com Mii na cabeça), Rakesh, Shurato, Ryuma, Hyoga, Vishnu, Lengue, Gai, Indra, Kenya e Dan.

Shurato desperta no outro mundo ao ser beijado por uma jovem alegre, de cabelos verdes, chamada Rakesh e logo questiona a razão de estar naquele lugar estranho e com roupas que não eram suas. Logo se depara com uma estátua de Vishnu e reconhece ser a mesma mulher que viu durante o clarão que ocorrera durante o torneio.


Rakesh diz a ele que estavam no Mundo Celestial. Logo surge um estranho com uma armadura, identificado como Rei Yasha, atacando Shurato sem explicação. Este era na verdade seu amigo Gai, que passara a agir de forma estranha desde então.

 

Inexplicavelmente, Gai tenta matar Shurato, que se defende do golpe da espada com um objeto de metal que tinha nas mãos. Em seguida, ouve a mesma voz que o transmigrou da Terra para o Mundo Celestial, era a deusa Vishnu, dizendo: “On Shura Sowaka”. O jovem repete o que houve e descobre que aquele objeto que o protegeu era na verdade um Shakti, uma armadura de combate baseada em criaturas míticas que também pode tomar a forma de um veículo voador. Assim, pela primeira vez, Shurato veste sua armadura, tornando-se o Rei Shura.


Gai, Shurato e os heróis do Mundo Celestial.
Gai, Shurato e os heróis do Mundo Celestial.

Tendo a chance de vencer Gai, Shurato prefere ter misericórdia do amigo, ficando mais uma vez em perigo e quase perdendo a vida. Desta vez foi salvo por Leiga, o Rei Karla. Assim é levado até o palácio de Vishnu, onde descobre que ele, assim como Gai, foram transmigrados para o Mundo Celestial para unirem-se a outros seis guerreiros, formando assim os Oito Guardiões Divinos do Povo de Dheva. Rakesh, que acompanhou Shurato até o palácio, conta que Gai estava fora de si e tentou matar Shurato, deixando todos confusos e preocupados.

 

Os Oito Guardiões Divinos, além dos já conhecidos Shurato (Rei Shura), Gai (Rei Yasha) e Leiga (Rei Karla), eram: Ryuma (Rei Dragão), Hyoga (Rei Celestial), Lengue (Rainha Nalla), Kenya (no original, Kuuya, o Rei Búfalo Dappa) e Dan (Rei Rinoceronte de Hibaa).

 

A situação se complica quando o Mestre Indra, que até então era de extrema confiança de Vishnu, transforma a deusa em pedra, deixando claro que era um inimigo infiltrado e um grande perigo pairava sobre o Mundo Celestial. Por tal razão, Gai estava agindo de forma violenta contra Shurato, já que fora manipulado pelo lado da escuridão de Shiva, a deusa das Trevas. Este era o prenúncio da guerra entre o povo divino de Asra e o povo divino de Dheva representados por Shiva e Vishnu, respectivamente.

 

Indra, à princípio, coloca a culpa da situação em Shurato, deixando os demais guardiões contra o novato e confuso guerreiro. Logo alguns guardiões percebem que Shurato era inocente, passando para o lado do herói no combate a Indra e os demais Comandantes das Forças divinas de Asra. Assim, Shurato, Leiga, Ryuma e Hyoga partem em busca do Palácio Celestial, a fim de salvar Vishnu.

Acima: Shurato, Leiga, Hyoga e Dan / Abaixo: Gai, Ryuma, Kenya e Lengue
Acima: Shurato, Leiga, Hyoga e Dan / Abaixo: Gai, Ryuma, Kenya e Lengue

No decorrer da saga, vemos que a população do Mundo Celestial estava sofrendo com doenças por conta da crise de Vishnu, o que também resultaria em terríveis consequências para a Terra. Em um marcante episódio, Lengue é obrigada a lutar contra Mariichi, um antigo amor em sua vida, que morre em seus braços, mostrando que a guerra estava desunindo pessoas, assim como os amigos Shurato e Gai. Um dos momentos mais marcantes da série é quando os quatro guardiões usam seus sohmas (energia cósmica) para aplicar pela primeira vez o golpe Formação Mandala.

 

Quando finalmente Shurato vence Gai, que volta a si por pouco tempo, surge uma nova armadura, o shakti de Brafma (Brahma, no original), o deus da criação. Logo, as forças de Shiva manipulam Gai pela segunda vez, iniciando uma batalha para obter a cobiçada armadura que estava em uma dimensão paralela. Assim, os heróis enfrentam novos desafios e inimigos extremamente poderosos, como Antera e Santera, que não eram vencidos por oponente algum nos últimos 10.000 anos.

 

Com história original de Gou Mihara, a série surgiu originalmente no mangá de Hiroshi Kawamoto, publicado de janeiro a dezembro de 1988 na revista Shonen King, da editora Shonen Gahosha, totalizando dois volumes de sua compilação.

A versão em mangá, de Hiroshi Kawamoto.
A versão em mangá, de Hiroshi Kawamoto.

O animê foi chamado originalmente como Tenku Senki Shurato (ou “As Crônicas da Guerra Celestial: Shurato"), sendo uma produção da Tatsunoko Productions exibida pela TV Tokyo entre 6 de abril de 1989 e 25 de janeiro de 1990, com um total de 38 episódios.

 

A trama foi baseada nas mitologias budista e hinduísta, tendo uma clara inspiração em outras séries estreladas por guerreiros de armaduras que faziam grande sucesso na época, como Os Cavaleiros do Zodíaco e Samurai Warriors.

 

Após o final da série de animê, ganhou adaptação em OVA (Original Video Animation), entre 1991 e 1992, composto por 6 episódios de aproximadamente 24 minutos de duração.

Bonecos da Glasslite.
Bonecos da Glasslite.

 SHURATO NO BRASIL

 

A série chegou ao Brasil por intermédio da distribuidora Tikara Filmes, de Toshihiko Egashira, estreando pela saudosa Rede Manchete em 13 de maio de 1996, na fixa das 19h00, como atração do programa JapAction.

 

Consta que a intenção original da empresa era trazer a série tokusatsu Exceedraft, sequência da trilogia de resgate iniciada por Winspector e Solbrain, exibidos com sucesso pela emissora carioca. Mas como desde 1994 os animês estavam em alta, devido ao sucesso da exibição de Os Cavaleiros do Zodíaco, o projeto foi alterado para uma animação mais próxima do sucesso do momento. Assim, trouxeram inicialmente Shurato e, mais adiante, Yu Yu Hakusho.

 

Shurato teve algins produtos lançados no mercado brasileiro, como uma linha de bonecos e veículo pela Glasslite, jogo de tabuleiro pela Estrela e alguns volumes em fitas VHS com os primeiros episódios pela Flashstar. Ainda era possível saber o que aconteceria nos próximos episódios, antes de serem exibidos pela Manchete, através do serviço telefônico Dicas de Vídeo.

 

No último ano de atividade da Manchete, Shurato foi uma das poucas atrações japonesas que seguiram em reprise, chegando até mesmo a passar pela fase de transição para a RedeTV!, onde a emissora era chamada provisoriamente como TV!. Neste período, entre 1998 e 1999, passou por vários horários na grade, ao lado do animê Yu Yu Hakusho e das séries tokusatsu Jiraya e Maskman.

 

Em 2021, Shurato foi resgatado na programação da Rede Brasil de Televisão, como atração do bloco Sessão Oriental, ao lado de outros clássicos animês, como Samurai Warriors e Zillion.

 

A dublagem foi realizada no estúdio paulista Dublavídeo, contando com as vozes de: Marcelo Campos (Shurato), Mauro Eduardo Lima (Gai), Hermes Baroli (Leiga), Leonardo Camilo (Ryuma), Affonso Amajones (Hyoga), Guilherme Lopes (Kenya), Márcia Regina (Lengue), Silvio Giraldi (Dan), Letícia Quinto (Rakesh), Tânia Gaidardji (Vishnnu) e Cassius Romero (Indra). A direção ficou por conta de Leda Figueiró.

 

Os temas de abertura e encerramento ganharam versões em português interpretados por Graça Cunha, sendo tema de abertura intitulado como “Alma Brilhante” e o encerramento como “Viajante dos Sonhos”. Os temas originais japoneses, “Shining Soul” e “Sabaku no Meizu” foram interpretados por Satoko Shimizu.

[*] Bruno César é o criador do blog Clássicos na TV  e do Canal Túnel do Tempo TV.



Título: Shurato

Título original: Tenkuu Senki Shurato ~ 天空戦記シュラト

Estreia no Japão: 06/04/1989 (TV Tokyo) Total: 38 episódios + 2 compilações + 6 eps. em vídeo (1991~92) Emissoras no Brasil: TV Manchete, Rede Brasil


FICHA DE PRODUÇÃO:

Produtor: Ippei Kuri

Conceito original: Gou Mihara

Planejamento: Mitsushige Inagaki (Sotsu Agency), Hiroki Narushima (Tatsunoko Productions)

Composição da série: Takao Koyama, Mayori Sekijima

Roteiro: Takao Koyama, Mayori Sekijima, Akinori Endo, Seiko Watanabe e outros.

Design de personagens: Matsuri Okuda Story-boards: Mizuho Nishikubo, Yuji Nakata, Hidehito Ueda e outros.

Animação da abertura: Atsuo Tobe

Shakti Design: Amonite, Hiroshi Ogawa, Hirotoshi Okura, Takashi Ono, Hitoshi Fukuchi

Trilha sonora: Hiroya Watanabe

Diretor de Arte: Torao Arai Diretores de animação: Masaki Kudo, Yutaka Kawasuji, Tadashi Shida e outros.

Produtores: Hyota Gozu (Episódios 1~26), Rikio Shimizu (Eps 27~40) (TV Tokyo), Masakatsu Koshimizu (Sotsu Agency), Motoki Ueda (Tatsunoko Productions)

Diretor Chefe: Mizuho Nishikubo

Realização: TV Tokyo, Sotsu Agency, Tatsunoko Productions


ELENCO - VOZES ORIGINAIS

Shurato: Toshihiko Seki Shurato criança: Kyoko Hamura Gai: Takehito Koyasu Gai criança: Satomi Koorogi

Rakesh: Yuuko Mizutani Hyuga: Ken´yuu Horiuchi

Ryoma: Kouichi Yamadera Kenya (Kuuya): Kazuhiko Nakata Reiga: Kazuhiko Inoue Lenge: Megumi Hayashibara Dan: Nobuo Tobita Mestre Indra: Hirotaka Suzuoki Vishnu: Sumi Shimamoto


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Letra original: Keiji Mizutani / Melodia: Yoshitaka Takezawa Arranjo: Dino Barioni Intérpretes: Graça Cunha e Ricardo Cruz



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