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O Judoca

Uma poderosa aventura de artes marciais, um clássico do final dos anos 60.

Sanshiro Kurenai - O Judoca

Depois que seu pai, o grande lutador Shogoro Kurenai, foi morto ao enfrentar um misterioso lutador caolho, o jovem Sanshiro Kurenai jura vingança e parte pelo mundo atrás do assassino.


A única pista que o rapaz tem é um olho de vidro que o criminoso perdeu durante o confronto. Ele nem sequer sabe o que motivou o crime, se era um desafio de um lutador rival, um acerto de contas ou uma vingança. A ele, somente restou a dor e o desejo de fazer justiça com as próprias mãos ao encontrar o misterioso lutador caolho.

Sanshiro Kurenai

O jovem mestre combina suas habilidades acrobáticas à tradicional arte marcial do judô, graças a um estilo único que permite golpes com as mãos e pés, além dos golpes de arremesso. Essa é a técnica da academia Kurenai fundada por seu pai. Ao entrar em combate, ele veste uma camisa vermelha de judô e poucas pessoas são capazes de enfrentá-lo em igualdade de condições. O estilo Kurenai


Em suas viagens pelo mundo, Sanshiro é acompanhado pelo garoto Ken e seu cãozinho Xereta. San ajuda muitas pessoas em dificuldades e acaba enfrentando caolhos suspeitos e também criminosos dos mais variados tipos.


Seguindo a pista de um misterioso caolho assassino, acaba indo parar em uma antiga tribo africana e descobre que o tal assassino é um tigre que assustava a aldeia. Lá, San fica estarrecido ao constatar a habilidade dos lutadores locais, que dão saltos acrobáticos sem dobrar os joelhos para dar impulso. Ele fica por um tempo na aldeia para ajudar a caçada ao tigre devorador de pessoas e aprende novas técnicas, em um episódio duplo antológico.

Em outro episódio marcante, San aprende o golpe "Queda do trono", uma perigosa e complicada técnica acrobática para ser praticada saltando sobre o oponente entre galhos de árvores altas.


No final, San acaba não encontrando o assassino de seu pai, mas reconhece que o estilo Kurenai não deve ser usado para matar por vingança, e muda seu ponto de vista para um dia duelar com o tal caolho, sem se entregar ao ódio. Provavelmente, seu pai fora morto acidentalmente, em um duelo de rivais que acabou indo longe demais. Foi talvez a mais bem-produzida obra dos primeiros anos da Tatsunoko Productions, uma das mais importantes produtoras de animê, em todos os tempos.

O mangá clássico, por Ippei Kuri e Tatsuo Yoshida.

O herói foi planejado diretamente para uma série em animação, mas teve sua estreia em formato mangá em 1968, por Ippei Kuri, para a revista Shonen Sunday. Uma segunda versão veio em 1969, pelo irmão e sócio de Ippei Kuri na Tatsunoko, Tatsuo Yoshida (1932~1977). Ele, que era o criador original, coordenou o trabalho de sua equipe para a versão publicada na revista Shonen Jump.


A segunda versão em mangá veio praticamente em paralelo com a série em animê, que conseguiu bons índices de audiência, com média de 11% de televisores ligados no horário em que era exibido, toda quarta-feira às 19h00. Com o sucesso, uma terceira versão em mangá foi produzida pelo estúdio Tatsunoko, gerando dois volumes pela Ohayo Publishing. Anos depois, as duas primeiras versões em mangá foram reunidas em uma versão definitiva. Além disso, consta que uma versão inicial fora publicada em 1961 na extinta revista de mangá Shonen Book, mas esse material provavelmente se perdeu, não havendo .

O implacável San Kurenai, junto de Ken e Xereta.

No Brasil, a última exibição foi no final da década de 1970, na TV Gazeta e em horário noturno, mais adequado ao clima da série. O Judoca foi lançado em DVD no Brasil em 2013, pelo selo independente Cult Classic. Infelizmente, a dublagem original não foi preservada e o título teve apenas opção de áudio original ou francês e legendas em português e francês, o que indica que o produto não foi trazido direto do Japão.


Apesar de violenta, a série é bastante inocente em vários aspectos, com San viajando pelo mundo sem que nunca se mencione sobre dinheiro, se ele tinha posses ou algo assim. O herói também usa sempre a mesma roupa e sequer uma mochila ele carrega. O mesmo vale para Ken, uma criança órfã que viaja o mundo e se vê envolvida em situações perigosas sem que nunca uma autoridade ou algum tipo de conselho tutelar investigue sobre ele. Ele segue o herói e, na estrutura das histórias, serve como um tipo de alívio cômico ao lado de Xereta.


Hoje em dia, muita coisa seria adaptada, inclusive o fato de San não usar capacete e levar uma criança na garupa da moto, igualmente sem qualquer proteção. É um produto de uma época ingênua e deve ser visto nesse contexto.

Box com a série completa (legendada) em 4 DVDs, pela Cult Classic.

CURIOSIDADES:


* Além da semelhança fisionômica do herói com Speed Racer (da mesma produtora), eventualmente aparecia um inspetor de polícia que era idêntico ao que aparecia pedindo a ajuda de Speed. Podia ser, inclusive, o mesmo personagem, mas nunca foi feita uma referência ligando as séries.


* O nome Sanshiro é uma homenagem a Sanshiro Sugata, personagem judoca de um romance do escritor Tsuneo Tomita (1865~1937). Em 1943, sua adaptação para cinema foi o filme de estreia do lendário diretor Akira Kurosawa (1910~1998). A produção fez sucesso e ganhou continuação em 1945. Ambos os filmes foram feitos na época da Segunda Guerra Mundial e sofreram com repressão e cortes por parte do exército.


* O segundo tema de abertura foi cantado pela estreante Mitsuko Horie, então com apenas 12 anos. Ela se consagraria como a grande dama das anisongs, interpretando canções em Candy Candy, Patrulha Estelar, Cavaleiros do Zodíaco e muitas outras séries de animê e tokusatsu. Em uma época ingênua, até mesmo o endereço da cantora apareceu na contracapa do disco. Em entrevista, muitos anos depois, ela revelou que sentiu medo quando viu estranhos indo à sua casa pedir um autógrafo.

Estudos do personagem, nos traços de Tatsuo Yoshida e Eiji Tanaka

::: FICHA TÉCNICA :::


Título original: Kurenai Sanshiro ~ 紅三四郎 Estreia no Japão: 02/ 04/ 1969 (TV Fuji) Número de episódios: 26

Emissoras no Brasil: TV Tupi, Record e Gazeta

EQUIPE DE PRODUÇÃO Criação: Tatsuo Yoshida Planejamento: Jinzo Toriumi

Roteiro: Jinzo Toriumi, Osamu Jinno, Haruya Yamazaki, Yoshitake Suzuki e Sumiko Hayashi Story-boards: Ippei Kuri, Yoshiyuki Tomino, Trilha sonora: Nobuyoshi Koshibe

Direção: Ippei Kuri, Nagayuki Toriumi, Hiroshi Sasagawa e Masami Anno Direção geral: Ippei Kuri Produtor: Kenji Yoshida Produção: Tatsuo Yoshida, Tatsunoko Production


ELENCO (vozes originais) San (Sanshiro Kurenai): Ikuo Nishikawa Ken (Kenbou): Kenbou Kaminarimon

Xereta (Boke): Hiroshi Ohtake Narrador: Kenji Utsumi


::: V Í D E O S :::

1) "Kurenai Sanshiro" - Abertura original (eps. 1 a 13)

Letra: Shinichi Sekizawa / Melodia e arranjo: Nobuyoshi Koshibe

Intérprete: Katsuhiko Miki - Nota: Os dois temas de abertura são músicas diferentes, mas ambas possuem o mesmo título. Aparentemente, não perceberam que isso causaria alguma confusão no futuro.


2) "Kurenai Sanshiro" - Tema de abertura original (eps. 14 a 26)

Letra: Toshio Oka / Melodia e arranjo original: Kanae Wada

Intérprete: Mitsuko Horie


- Mitsuko Horie interpreta, em 2011, a primeira canção que gravou em sua carreira. Ela se emociona bastante no final.

3) Curiosidades e exibição no Brasil:


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