Ultraman - Aniversário morno
O mais importante super-herói do tokusatsu completou 60 anos e não teve nenhum grande lançamento.

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A estreia do primeiro Ultraman, em julho de 1966 representou o início de uma nova era para a cultura pop japonesa e também mundial. Após uma apresentação de personagens e elenco em um programa de auditório em 10 de julho de 1966, a série propriamente dita estreou em 17 de julho de 1966, sendo o segundo seriado colorido da TV japonesa, alguns dias depois de Os Vingadores do Espaço.
Com ação, humor, drama e efeitos especiais altamente funcionais para a época, Ultraman conquistou o público, com audiência média de 32,4% e pico de 42,8% de televisores pelo país. Nenhuma outra série de tokusatsu conseguiu tamanha audiência, e isso moldaria gerações. Foi para concorrer com os Ultras que a Toei encomendou o desenvolvimento de um projeto que daria origem ao primeiro Kamen Rider.
O estúdio fundado por Eiji Tsuburaya em 1963 atravessou muitas fases e mudou de donos algumas vezes. A Tsuburaya modernizou sua franquia, e dentre todas é a que soube preservar melhor a essência, sempre dialogando com seu passado.
Anos comemorativos da franquia já foram marcados por grandes lançamentos. O aniversário de 30 anos viu a estreia de Ultraman Tiga, um divisor de águas na franquia. Em 2006, a comemoração de 40 anos apresentou Ultraman Möebius, uma série totalmente conectada ao universo clássico, com numerosas participações de atores veteranos. E houve também o filme Ultraman Möebius vs Ultraman Brothers, com um encontro de gerações que fez a alegria dos fãs.

O aniversário de 50 anos, em 2016, trouxe a boa série Ultraman Orb, além de um filme do Ultraman X, que teve a importante participação de Tiga e do Ultraman original. Já para o aniversário de 60 anos, havia grande expectativa, mas relativamente pouco foi entregue. A série em andamento, Ultraman Teo, é interessante, bem escrita, bem dirigida e tem muita qualidade técnica, mas é desconectada do universo do herói clássico. Nenhum filme novo para cinema foi lançado, apenas o documentário The Origin of Ultraman (ver Boletim 164), e nada mais. O filme de média metragem Ultraman Zero Cosmo Rise, foi direto para streaming, sendo apenas uma vitrine de brinquedos movida a fan service, sendo uma grande bobagem em termos de história.
Houve eventos de palco e exposições, mas sem nenhum grande anúncio ou lançamento. A impressão que passa é que o estúdio não estava em condições de produzir nada grandioso, e preferiu se concentrar na nova série, que é muito boa e honra o legado do estúdio, mas não tem o aspecto de obra comemorativa, como aconteceu em outros anos.
Recentemente, a Tsuburaya anunciou que, para comemorar os 60 anos de Ultraseven em 2027, irá anunciar em breve lançamentos especiais. Certamente algum documentário caprichado e produtos caríssimos serão lançados, mas não seria nada mau alguma nova produção apresentando o clássico herói em ação. O ano caminha para seu encerramento, e não houve nenhum lançamento de obra inédita trazendo de volta à ação o herói que atravessou gerações. Houve homenagens e eventos, mas um personagem com a importância de Ultraman merecia um pouco mais.
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